Quem conhece o voleibol sabe ser insuficiente aos seus praticantes ter boa execução na realização de cada uma das habilidades motoras específicas do voleibol. É preciso também saber aplicá-las com eficácia. Cada ação está condicionada pelos mecanismos de pressão presentes no contexto de sua execução. As habilidades motoras do voleibol sofrem variações determinadas pelas necessidades táticas e estratégicas de cada ação, que refletirão bem a capacidade individual para a solução de tarefas-problemas, para cada um dos atletas em ação.

A análise até aqui realizada, é consequência do Voleibol ser um esporte de situação, onde a não-retenção da bola faz que as intervenções sejam rapidíssimas (Bojikian JCM e Bojikian LP, 2012).

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Velocidade de percepção, velocidade de antecipação, velocidade de decisão, velocidade de reação, velocidade de movimento sem a bola, velocidade de ação com a bola e a velocidade de ação de jogo são, portanto, imprescindíveis para que um jogador possa praticar o nosso esporte em alto nível. Aqueles que as utilizam com eficácia se diferenciam positivamente sobre os demais, pois demonstram possuir  um bom nível de Tática individual, que significa, dentro de um tempo disponível, a análise, a decisão e a resposta de um jogador a uma situação de jogo, visando a obtenção do melhor resultado.” (CORDEIRO, C., 2003).

 

Fica explícito, portanto, que as ações solicitadas para a boa prática do voleibol, requerem a associação constante das ações motoras com a cognição, ou seja, do atleta bem preparado técnica e fisicamente mas, acima de tudo, inteligente.

Cabe, então, aos professores e treinadores responsáveis pela formação de futuros atletas brasileiros, escolherem metodologias que contemplem sempre, desde cedo, a relação “cognição/ação”, de maneira a fornecer aos praticantes uma formação plena que explore ao máximo seus potenciais físicos e cognitivos.

 

A Academia do Voleibol propõe uma metodologia de ensino do voleibol que atenta as especificidades próprias do voleibol, buscando a boa aprendizagem das suas técnicas, mas acima de tudo a preparação global do voleibolista, passando pelos aspectos físicos, cognitivos e emocionais, respeitando as diferentes necessidades de cada estágio de crescimento e desenvolvimento.

 

O Método Bojikian, apresentado na Academia do Voleibol vai além, pois procura desenvolver o prazer de treinar e competir, aliado aos aspectos volitivos, inerentes às competições do esporte.