Os caminhos legais para a formação de um Treinador de Voleibol no Brasil e seus desafios

 

 

Caros amigos:

Recentemente participei, como Instrutor, ao lado do Diretor Ari Rabello, da fase presencial do Curso de Treinadores Nível III em Votorantim, SP, organizado pela CONAT (Comissão Nacional de Treinadores) da CBV, que formou para o voleibol brasileiro, 26 novos Treinadores Nível III.

 

Após os estudos gerais organizados por instrutores, a formação destes Treinadores foi complementada por atividades organizadas pelos próprios participantes que demostraram treinamentos organizados sobre os mais variados temas, ligados à melhoria da performance de atletas e equipes de voleibol adultos de ambos os naipes.

 

As referidas atividades propiciaram muitos debates e compartilhamentos de conhecimentos e pontos de vista. Essas discussões mostraram que nossos novos treinadores estão muito bem preparados, conhecendo os vários fatores que devem ser considerados no treinamento de alto nível da nossa modalidade. Fiquei muito impressionado, como os novos profissionais demonstram possuir formações multidisciplinares, fator imprescindível para o treinador moderno.

 

Gostei muito de compartilhar os conhecimentos que adquiri até o presente, com os novos profissionais, o que propiciou para mim, muito aprendizado.

 

Obrigado aos novos treinadores Nível III do melhor Voleibol de Mundo!

Sempre que participo de um novo curso de formação de novos treinadores, lembro dos muitos Professores de Educação Física que amam o voleibol e sonham em serem Técnicos da modalidade para trabalharem em clubes e participar desse mundo competitivo tão fascinante! Quantos sonham, mas não conhecem o caminho e não sabem que a formação não é tão difícil. Também ignoram como conquistar um lugar no mercado de trabalho.

 

Para aqueles que têm esse interesse mas acham difícil encontrar uma colocação profissional, duas coisas devem ser consideradas: a primeira é que o voleibol brasileiro é o melhor do mundo e com isso o mercado de trabalho é cada vez maior, e há muitas oportunidades; e a segunda é que o próprio processo de formação organizado pela CONAT (Comissão Nacional de Treinadores, da CBV) muitas vezes abre caminhos dentro do mercado de trabalho, pois seus participantes passam a ser relacionar com profissionais já inseridos no mesmo. Aqueles professores, que se destacam nos cursos da CBV tem grandes chances de sucesso. 

 

Caso você seja um daqueles que desejam seguir a carreira se treinador de voleibol, importante que saiba de alguns pontos importantes:

A CBV (Confederação Brasileira de Voleibol) organiza a profissão de Treinador Nacional de voleibol em 5 níveis. Os quatro primeiros dependem de sua formação acadêmica e/ou dos cursos organizados pela CONAT, como vimos acima e detalharemos abaixo. O Nível 5 é outorgado para os treinadores que conquistam títulos internacionais com uma Seleção Brasileira. Espero que você tenha como um de seus objetivos profissionais ser, um dia, um treinador brasileiro nível V. Para tanto, você precisa galgar os quatro primeiros níveis!

 

A seguir, mostraremos a você as características gerais de cada um dos cursos, os objetivos de cada um deles e o caminho para os cursos de nível I, II, III e IV:

Para iniciarmos a nossa explanação é importante que você saiba que somente recebem diploma e registro funcional como treinador, em qualquer nível, profissionais que possuam Registro no Conselho Regional de Educação Física (CREF) do seu Estado.

 

Nível I: habilitará o treinador a trabalhar na iniciação ao voleibol, voleibol escolar e na formação de atletas jovens, podendo dirigir equipes até o sub-15 feminino e sub-16 no masculino, em competições oficiais e (ou) chanceladas pela CBV.

Qualquer pessoa pode se inscrever para realizar esse curso de Nível I, mas somente os possuidores do CREF podem receber o Registro, junto à CBV, para trabalhar como Treinador.

 

Obs: Todo Professor de Educação Física, que possua Registro no Conselho Regional de Educação Física (CREF) e comprove que na grade curricular do seu curso de graduação, havia a disciplina de voleibol com um mínimo de 40 hs/aula, poderá pleitear na Federação de Voleibol de seu Estado, o título de Treinador de Nacional de Voleibol de Nível I, e o respectivo Registro junto à CBV. Ele será, portanto, liberado de cursar o curso deste Nível organizado pela CONAT, caso decida prosseguir na formação.

 

Nível II:

Este curso tem por objetivo: preparar e habilitar Treinadores para dirigir equipes até as categorias sub-20 no masculino e sub-19 no feminino.

Podem se inscrever para os cursos de formação de habilitação de Treinadores de nível II, os profissionais possuírem o Nível I Nacional ou Internacional (da FIVB, Federação Internacional de Voleibol); ou os graduados (tendo comprovado em Histórico Escolar ter cursado e obtido aprovação na disciplina Voleibol de um mínimo 40h/a no Curso de Licenciatura Plena ou Bacharelado em Educação Física. Os Provisionados, com especificidade em voleibol com o ensino médio completo, também podem inscrever-se.

 

Obs: todo Professor de Educação Física, que possua Registro no Conselho Regional de Educação Física (CREF) e comprove ter concluído o curso de Pós Graduação Latu Sensu em Voleibol, que tenha contemplado ao menos 120 hs/aula para o estudo específico da modalidade, poderá pleitear junto à Federação de Voleibol de seu Estado, o título de Treinador de Nacional de Voleibol de Nível II, e seu respectivo Registro na CBV. Ele estará, portanto, liberado de cursar o curso deste nível organizado pela CONAT. 

 

Nível III:

Este curso tem por objetivo: preparar e habilitar Treinadores a dirigir equipe de qualquer nível em competições oficiais da CBV, desde que possuam registro no Conselho Regional de Educação Física (CREF).

Para inscrever-se para participar dos cursos de formação de habilitação de Treinadores de Nível III, você deve possuir o Nível II nacional ou internacional da FIVB; ou ainda ter a pós-graduação lato sensu em Voleibol; apresentando a comprovação da conclusão de curso cuja grade curricular apresente o estudo presencial, de no mínimo 120 hs/aula da disciplina voleibol. A grande maioria dos Treinadores que atuam na Superliga tem esta formação.

 

Nível IV:

Os Treinadores que conquistarem o Nível IV, além do Registro deste Nível estarão potencialmente habilitados para serem convidados para serem Instrutores dos cursos da CONAT, além de gozarem os mesmos diretos dos Treinadores Nível III. O Registro deste Nível, junto à CBV, requer que o Treinador apresente seu CREF.

Podem inscrever-se para este curso os Treinadores que possuírem o Nível III da CBV ou da FIVB.

 

Agora que você já conhece como a CBV estrutura e organiza a profissão de Treinador de voleibol no Brasil, é só tomar a iniciativa de correr atrás de seus sonhos. Lembre-se que se trata de uma profissão fascinante e desafiadora, porém as recompensas são das melhores, principalmente aquelas ligadas à realização pessoal. Lembre-se que para auxiliá-lo, estaremos sempre com muitos conteúdos e sugestões, na Academia do Voleibol.

 

 

João Crisóstomo Bojikian